quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
sábado, 10 de dezembro de 2022
sexta-feira, 9 de dezembro de 2022
eu queria poder não sentir nada, essa sempre foi a minha prece cotidiana. esperava numa ânsia silenciosa ela se tornar realidade, como quem torce por algo bom demais pra se tornar realidade, e em segredo- porque falar alto com certeza daria a chance do outro estragar tudo com algum comentário idiota. sentir intensamente certas coisas e demonstrar o que sente, tem um preço a se pagar. administrar o desgaste emocional que se tem quando o outro não sabe ou não quer receber afeto, é como construir um barquinho pra se proteger de um maremoto. a tecnologia ainda não remedia o desastre que é dar sem receber de volta. reconhecer o que sinto e me expressar nunca foi um jogo, mas uma forma de me sentir viva. o problema é a falta de meio termo, o desequilíbrio, a necessidade de tudo ou nada.
todos nós sabemos das lutas que travamos e nem sequer escolhemos, mas além disso existem as derrotas que escolhemos permanecer. é diversa a quantidade de posições que podemos escolher estar para receber o golpe que é a quebra de expectativa: do peito aberto e sorriso fácil até uma frieza imbatível. o golpe vem e ao cair. ao invés de fugir, me esconder e me proteger, aguardo numa angústia dolorosa, o outro perceber que não quis fazer isso de verdade. que está confuso, perdeu a cabeça e que vai colocar ela no lugar. que as coisas vão se acertar mas isso nunca realmente acontece. o que esperar quando se está esperando o que nunca realmente veio?
quantas vezes escolhi continuar na mesma posição do início, ainda que caída, ainda que dilacerada. uma estátua empurrada e quebrada. esperei que você recolhesse minhas peças e as colasse delicadamente, como já tinha feito sem nem perceber, várias vezes. mas você não veio.
em meio a um fio de lucidez, observo o reflexo do desastre no espelho. estava sozinha. afinal o outro de nada teve haver com as minhas expectativas que se comportam como facas cegas: eu as domestiquei errado. mania maluca de querer fazer mal a mim mesma. sempre cultivei com exemplares dedicação e disciplina um jardim de ilusões.
no entanto, percebo que está mais do que na hora de colocar fogo nesse jardim. tá mais do que na hora de fazer as pazes com a minha inimiga número um: eu mesma.
domingo, 4 de dezembro de 2022
cansativo é ter sua insuficiência lembrada
a cada instante do dia
a cada palavra e ação
não ser levada a sério nunca
é cansativo
a subestimação diária
a incompreensão diária
ter que provar algo que eu não devo
e nem quero
nada do que eu faço é o suficiente
enquanto eu estiver num terreno pedras
minhas sementes nunca vão florescer
o reconhecimento da própria solidão e a conquista da independência
fertilizam terrenos pedregulhosos
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