quarta-feira, 18 de setembro de 2024
quarta-feira, 4 de setembro de 2024
Já fui em várias apresentações de música sem ler quaisquer informações antes, na esperança de ser surpreendida. Existe uma fé que ocupa o mistério de deixar-se levar pelo coração sem criar expectativas, que nos leva a lugares bonitos. Ela habita também o nascer de uma súbita coincidência da facilidade de escolher e ser escolhido de volta. Difícil mesmo é não se apaixonar pelo outro sendo quem ele é. Inevitável é não se esconder entre seus cachinhos, riso e fonemas. Sentir um par de olhos repousando sobre os seus ao dormir. Descobrir que há evento mais violento ao tempo do que um acelerador de partículas subatômicas: o entrelaçar de mãos. Ter a própria miopia estendida a olhares esquisitos de fora, porque pasmem, você ganhou na loteria uma fonte inesgotável de beijinhos. Observar sua paciência ao conhecer sua trouxinha meio pesada de medos e inseguranças antigas. O carinho e a coragem cura o medo que paralisa, e você sequer teve que fazer o pedido encarecido de: por favor, me ame direito.
Nos entraves do cotidiano, a maturidade ajuda a lidarmos com as consequências de escolhas, a manejar dores e torcer para não sucumbir a uma apatia diante de derrotas e sentimentos de insuficiências e inseguranças: se a semana teve altos, baixos e médios momentos, considera-se estar no lucro. E nesse manejar diário às vezes com sorte, surge alguém para se compartilhar a vida.
Ainda não há política de redução de danos que dê conta de reparar o buraco que se forma no coração quando alguém vai embora. Mas maior que a tristeza da perda é o amor pela liberdade do outro.
O morno e as migalhas não tem espaço para o tamanho da generosidade do amor: ele só é. E ainda que não seja verbalizado, pois por vezes ocupa gentilezas e silêncios que sentem saudade do cheiro do outro: porque quero, não porque preciso.
Que leve o tempo que tiver que levar: conseguir compreender o que você sente e comunicar sua certeza ao outro, vale a pena.
Amar só se torna um jogo cansativo para aqueles que exigem garantias. Quando não, é só um ponto de encontro marcado com a beleza da presença do outro.
sábado, 27 de janeiro de 2024
Hoje assisti um filme que me lembrou que sou uma alguém sozinha. Sentimentos de solidão e solitude, e do que vai ser de mim na ausência carnal das pessoas que amo. Tua ausência ainda ressoa em mim como uma morte carnal. Não posso te ver, te tocar e nem dizer que te amo. Não posso ouvir tua voz rindo. Não posso sentir teu cheiro. Eu não escolhi isso, mas você sim. O que me resta é viver o luto e esperar não a sua volta, mas o dia em que lembrar da sua ausência não vai me trazer mais dor, e sim uma nostalgia boa.
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
reencontrando o sentimento de vontade de levar meu corpo pra ver o mundo. de olhar pra ele como algo que precisa de manutenção. não é que ele carece, ele sente. se ele tem sede, eu dou água. se tem fome, dou comida. se pede colo, às vezes demoro para dar ouvidos, mas logo mais o permito chorar. se ele sente dor de ausências, faço poesia ou conto uma piada. se quer sumir, tento levar ele para ver o mais banal do cotidiano. não existe nada melhor do que permanecer no presente sem apagar um passado que foi bem vivido e soltar. e assim a tentativa de conviver comigo mesma se transforma numa grande amiga, ao invés de um peso.
A arte da guerra silenciosa Mover-se em prol de interesses, é natural. Considerar tempo, custo e benefício antes de tomar decisões, é insupo...
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Dançamos e pulamos nos teclados do piano tua alma em mim toca sonhos, toca mundos, toca saudades e suspiros, toca música, toca vida. d...
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Let's do more, and watch less. Photo tooked in some day of 2015.