terça-feira, 17 de abril de 2018

A prática é inimiga da perfeição- a não ser que tenham câmeras por perto

A prática é inimiga da perfeição- a não ser que tenham câmeras por perto

A revolução não vai ser feita através da palavra por si só. A revolução não vai ser feita por um texto com palavras conceituais, por um poema com estrofes bem resumidas, um compartilhamento, um rt, muito menos pela teoria daquele livro didático que custa 400 reais na livraria mais popular do bairro. Esses atos são necessários para o primeiro passo, mas não chegam perto de serem o bastante. A revolucão é feita pela ação. Ou deveria, na prática.
O que é o conceito contemporâneo de ação se não uma obra de arte que é apenas lembrada por ser cara e rara? Por poder ser feita por uma minoria e por isso, inalcançável. Não querem pensar, sentir, não querem agir. Agem como visitantes, estão ali para se confortarem. Agem admirados por algo que deveria ser parte de uma rotina humana. A ação se torna um símbolo atraente, bonita pra admirar de longe, elegante pra câmera. A prática é inimiga da perfeição, é um trocadilho sem graça, careta. A ação é bonita pra ser vista e não pra ser praticada. O ativismo de sofá é real.

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