segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Peixes, coráis e água: um papel de parede universal e um estilo de vida desejado

    Eles estão em descansos de tela de computadores, papéis de paredes de pequenas lanchonetes e cadernos, salas de espera de consultórios, no fundo de joguinhos de argolas de plástico (descobri que se chamam aquaplay). 



    E por incrível que pareça, em fundos de aquários artificiais, como se fosse uma desejável companhia para os peixes vivos que ali habitam. A convivência habitual em cardumes varia de espécie para espécie, mas como será que esse papel de parede influencia no comportamento dos peixes? É de forma positiva, negativa ou sem efeito significativo? 

    Seria essa uma tentativa de agradar os peixes para diminuir o sentimento humano de culpa por os terem tirado a força de seus habitats naturais por um mero capricho humano? Não sei, talvez seja apenas para dar uma ideia de maior volume para os visitantes se entreterem. Humanos gostam de se entreter. Principalmente com o sofrimento alheio.



O que há de tão fascinante no universo aquático que leva os humanos a os usarem como ícones fotográficos? A aparente falta de poluição? A saturação de cores que raramente vemos no meio terreno? A enorme diversidade de peixes? A individualidade dos peixes? Ou será o senso de coletividade dos cardumes, que apesar de nadarem separados estão em bando, e ainda assim são livres para escolher diferentes direções sem ser impedido por outros peixes? 


A ausência total de barulho ou sinal humano.














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