segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pôs o cavalo atrás da charrete


  
1, 2, 3, 4 tell me that you love me more
Sleepless long nights that is what my youth is for
Old teenage hopes are alive at your door
Left you with nothing but they want some more

Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are

Sweetheart, bitterheart, now I can't tell you apart
Cosy and cold, put the horse before the cart
Those teenage hopes who have tears in their eyes
Too scared to own up to one little lie

Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are

1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 and 10
Money can't buy you back the love that you had then
1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 and 10
Money can't buy you back the love that you had then

Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
Who you are


For the teenage boys
They're breaking your heart
For the teenage boys
They're breaking your heart

O que é a juventude se não um período de metamorfose mais intensa do que o normal- onde nossas asas crescem mais ou são cortadas demais?- onde os dramas são mais complexos do que quando você era criança e brigava por um brinquedo? Agora são pessoas em jogo. Fica aí a dúvida no ar se a infantilidade evolui em nós, ou a evoluímos, deixando-as acomodada na nossa mente "tão crescida". São tantas as escolhas à serem feitas, tantas lágrimas e risos à serem gastos. Tantas palavras a serem contidas, quando na verdade deveriam sair em forma de orquestra pela sua boca, assim como pelas suas mãos, vasos gregos metaforizando suas ações deveriam se formar. São muitos nadas para fazer, no lugar de tudo, são muitos tudos pra fazer, no lugar de nada. Corações partidos, bolos repetidos, olhos nas mãos e peito estufado, dizemos adeus aos nossos tão amados, sonhos, carícias, loucuras a um milhão- por hora. Somos obrigados. Batemos na porta dos sonhos, mas a chave é necessária, ele as joga no terreno baldio da sua vida, quanto tempo à mais para encontrá-la?

domingo, 10 de abril de 2016

O frasco da Senhora da Sabedoria

Ela cheira à rosas de todas as cores,
à cartas antigas de vários amores
à brotos crescendo, de plantas já crescidas.
em seus óculos, finamente equilibrados
nas bordas dos seus olhos meio afundados, mas atentos
campos de girassóis se espalham
em suas pupilas
seu vestido florido, de cores preta, azul e amarela
é um jardim ambulante de bengala e fivela
ela assiste a novela e mesmo assim sabe
que a realidade é boa demais pra se viver
que na vida tem sempre algo a mais pra se aprender
todo dia ela se encontra na cadeira sentada
com seus pesinhos quietinhos no banquinho improvisado
é na simplicidade que ela deita e rola nos seus pensamentos sábios
seu riso é música antiga
nada de bossa nova, rock ou samba
é a música do vento frio soprado pelos coqueiros sentinelas
de sua morada eterna
os grilos formam a orquestra sinfônica
sítio novo é sua casa Branca
velho é seu apelido, ah, mas velho é só as estradas!
já comentou certa vez outra Senhora da Sabedoria.
ela pega sua agendinha todo domingo santo
o telefone escuta sua voz baixinha
até que ele deixa seus ruídos de lado, em troca daquela voz carinhosa
daquele cheiro de perfume dos olhos d'água encontrados
ela liga gentilmente, fala com seus filhos
escuta-os, entende-os, aconselha-os
através de um som, palavra ou palpite
e os embala como pequenos bombons de chocolate trufados,
e os coloca na cama com um beijo de boa noite
eles vão dormir sossegados e sortudos
por ela ser assim
livre, espontânea e cheirosa
uma flor mimosa que renasce
e vive
da
simplicidade.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Darlin can you tie my string?




I got two armfuls of magazines for you
I'll bring em over
so hang your holiday rainbow lights in the garden
hang your holiday rainbow lights in the garden and I'll
I'll bring a nice icy drink to you

Let me come over I can waste your time I'm bored
Invite me to the war every night of the summer
and we'll play G.I. blood, G.I. blood
we'll stand by the pool
we'll through out our golden arms

Darlin can you tie my string
killers are callin on me
my angel face is fallin
feathers are fallin on my feet
Darlin can you tie my string
killers are callin on me

Ondas de um rio nada qualquer

Alma despretensiosa,
tua solidão é refletida
no esplendor das tuas palavras embutidas
és esse rio de margens não temporárias

olha pro lado passarinho
olha pro mundo e não planta teu ninho
em qualquer lugarzinho
se tens o desejo de voar
de saborear tua liberdade
bebe a tua felicidade e deixa a saudade vir visitar
de vez em quando, sempre é bom se lembrar

teu corpo é um rio
onde córregos dançam
ao escutar um recital
de aventuras encantadas
de amores que circundam
uma vida de poesias alegóricas
que espantam pesadelos
teu ser se costura em cada linha
da tua prosa
da tua cantiga
da tua leveza de ser
como uma leve maresia

Confissões de uma míope

Nesses dias tenho me dado conta da minha constante prática de não apreciar os detalhes. A simplicidade me encanta, mas a cegueira, às vezes, festeja nas minhas lentes arranhadas. E lá estava ela fazendo isto ultimamente, pra ser exata, novamente. O foco às vezes não mostra a nitidez que você queria, mas talvez não fosse mesmo o que precisava. Afinal, a vida é sempre a última a dar a palavra, a moral, a bofetada. Mania que tenho de andar pelos cantos em linha reta, mas me sinto perdida na tortura dos meus eus. São tortos, gostam de deslizar, gostam de não ter direção. São estes pensamentos que fazem o que sou no momento, ou só por enquanto que a chuva não passou? Ficamos presos a momentos, somos reféns do tempo. Apreciar cada sombra, cada desfoco, cada enfoco, cada detalhe. O borrado não beija os meus olhos, nem as minha lentes ofuscadas. Beija a mente de qualquer um que insiste em se prender a momentos. Às vezes eu me perco: na noção de espaço, lugar, tempo. A linha de pensamento se torna defeituosa, como se eu me esquecesse por um momento de abrir a corrente, de me permitir, de voar. Apreciar essa prisão escassa, como se fosse direcionar meus ouvidos, meus olhos e meu corpo. Mas afinal, minhas lentes são grossas e apesar de arranhadas, ainda consigo enxergar os pequenos prazeres da vida. São vários míopes sem óculos. São vários óculos sem foco.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A rotina cansa, tanto que nem ela própria deve ter auto estima. Correr atrás de objetivos pequenos, na verdade enormes, com uma valiosidade só sua, apenas do seu conhecimento -existindo o fato de que ninguém as entende como você- é difícil, sim. As constantes dúvidas se o presente está valendo ou ao menos valerá á pena. Passar a semana repetindo termos que você nunca sonhou em concordar, mas aceitou a mudança interna, porque afinal, você está "crescendo". Num ritmo exageradamente lento e rápido, ainda não sei como isso é possível. O tempo cronológico coerente, até alguns anos atrás, já não fazem mais sentido, porque as dúvidas ficam martelando sua cabeça tratada como um prego, numa parede desconcreta. Tem dias que as contradições fazem a festa na sua cabeça. Dias que o botão da bomba relógio estão colados nos seus olhos. Tem dias que nada disso importa, outros que o nada vira tudo. É um ciclo engraçado até. Nos momentos mais dispersos, uma olhadinha na simplicidade das coisas aqui e acolá, algumas pessoas tornam a te reconfortar - mesmo com a realidade derramada em palavras- e aquilo remenda em você algumas pétalas de esperanças que tinham sido arrancadas. Por mais que a rima pareça forçada, acredite em mim, não foi. A vida tende a tagarelar alguns versinhos lirícos, mas os satíricos são a prole. Alguns seres, pequenos, humanos, frágeis, botões literais do universo, fazem o dia valer mais que qualquer pensamento pessimista, ou não, sobre os planos futuros do além. São extras que a vida dá. Pelo menos uma vez, ela não cobra nada Você de repente só tem um vácuo dos tais pensamentos ideais, que naquele momento são impercebíveis. Mas na hora certa o ato de duvidar se esvai.

sábado, 7 de março de 2015

My favorite place

Essa é pra você, dear
Que ama o som das folhas secas de outono
Dando voltas ao redor da sua bicicleta
Em cima, põe seu corpo em pé para festejar
Mas o vejo voar
Enquanto escuto sons de sacos plásticos ao redor da minha cabeça
Chacoalhando
Talvez a indecisão tenha a verdade
Talvez a luxúria de desgastar as solas dos meus olhos com segundos do teu andar
Sirvam como luvas nas minhas córneas desleixadas
Escutar os teus risos e uma coleção fazer
De todos os tipos, eu me viro
Dar-te-ei um coração gelado, vamos juntos aquecer
Porque és meu lugar favorito
Onde almas de poetas são descobertas
És meu ninho de mágoas
Meu lar de clareza
Meu poço de dúvidas que só formam a certeza
Darling, o meu amor não se esvaia num crepúsculo qualquer
E a cada toque do sino, ele bailará como sua doce voz
embaralhando-se por entre meus ouvidos
Mas quem disse que anjos não falam, tem razão
Eles cantam a razão
Alguns andam de bicicleta, e sentem o ar no rosto
E apreciam o sentir dos detalhes


E de olhos pretos, e cabelos castanhos meio encaracolados, se despedem para voar, mas seus olhos gritam que vão voltar
Estou a te esperar

A arte da guerra silenciosa Mover-se em prol de interesses, é natural. Considerar tempo, custo e benefício antes de tomar decisões, é insupo...