Quando as coisas começam a finalmente assumir um formato que caiba o tamanho do desespero de viver sem se sentir perdida dentro de si, resquícios impossíveis de serem retirados apenas com mudanças repentinas persistem em existir. Vão embora! Sim, não te esquecer é um erro que vive na forma de resquícios. É um teste. Tem que ser. Um teste que me assombra com questões que não possuem respostas simples. Até que ponto posso crer numa ilusão e o porquê disso? Porque não consigo persistir em acertos da mesma forma que persisto nos erros? Não me amo o suficiente para compreender a completa falta de retorno a algo que tentei me doar? Ou me amo tanto a ponto de imaginar uma reciprocidade com o lado mais bonito e sombrio de alguém que tentei compreender?
Sentir e supor roupas para silêncios é encantador e na mesma medida, horrendo. Quando menos você perceber vai estar enfeitando uma dor gritante, e com que direito?
Eu sinto muito ter me apaixonado e não ter sido corajosa o suficiente pra poder falar. E ainda assim, seria uma mentira dizer que não tentei.
A falta de palavras já não me enche mais o coração. Não posso me dar o infortúnio de desejar o que não mereço. E talvez os resquícios persistem em existir porque eu tenho que dar forma, nome e poesia ao que mereço.
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